TESTEMUNHOS


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Directrice scientifique du Corpus des mosaïques du sud du Portugal
Seul un artisan comme Antonio Adauta pouvait avoir l’idée et la capacité de créer un lien à travers les siècles entre deux activités artisanales aussi différents à première vue que celle du mosaïste actif à Conimbriga, ville luso-romaine célèbre pour ses mosaïques, et l’art de la tapisserie de Arraiolos, qui se prête admirablement, par le choix de ses points en relief, à la copie d’une mosaïque de tesselles de pierre, marbre et verre.
Avec deux avantages, celui d’offrir à l’heureux possesseur de l’une de ses oeuvres une vision synthétique de la mosaïque, tant géométrique que figurée, et de rendre par un choix judicieux des couleurs des brins de laine, la palette si particulière des mosaïstes de Conimbriga.
Il parvient ainsi à offrir au spectateur un objet précieux dans sa fidélité à l’original et retrouve, par des voies inattendues, celles de la création, le cheminement du mosaïste antique créant son
‘cahier de modèles’ avant de réaliser son oeuvre.
L´artisan António Adauta, selon sa définition, n’a certainement pas fini de nous surprendre.
Janine Lancha

Coordenador do PPART ( Programa para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas Artesanais )
António Adauta é um exemplo de persistência, minúcia e qualidade de trabalho. O empenho que coloca na pesquisa e levantamento de mosaicos romanos para os transpôr, com enorme mestria, para o bordado a ponto de Arraiolos, é de assinalar.
Dominando as técnicas de desenho e a arte de bordar, sendo rigoroso como um verdadeiro artesão deve ser no seu ofício, estando atento à necessidade de (bem) comunicar a sua obra, António Adauta tem uma marca muito própria e personalizada, o que faz com que o seu trabalho seja inconfundível no panorama actual do Artesanato Português.
Fernando Gaspar

O ARTESANATO NÃO É UM “ENTRETÉM”
Actualmente ainda existe a ideia estereotipada de que o Artesanato é a “produção” de pecinhas baratuchas e popularuchas que os habitantes do interior rural manufacturam, para ocupar as longas noites de Inverno, depois de um dia passado na lavoura, uma vez que não têm mais nada com que se entreter. Tal dedução vem a propósito de comentários que costumo ouvir nos locais onde exponho os meus Quadros, como por exemplo: - Então… é com isto que o senhor se entretém?
- Não, o artesanato não é um entretenimento. O artesanato é um emprego como outro qualquer, que me ocupa oito e mais horas por dia, demorando duas semanas a manufacturar o Quadro mais pequeno, enquanto que o maior demora três meses. Estes Quadros requereram um trabalho minucioso de pesquisa. Só para elaborar os riscos e manufacturar os protótipos demorei três anos.
O artesanato não é um entretenimento. É a produção de peças de arte de baixo número de exemplares e até peças únicas, todas elas assinadas, responsabilizando-nos assim pela sua qualidade. É a verdadeira venda-directa do produtor ao consumidor que realizamos, quer nas nossas oficinas, quer nas Feiras de Artesanato que fazemos por este País fora e às vezes no estrangeiro.
O artesanato não é um entretenimento. É a manufactura de peças de arte por artífices segundo tradições que vêm da noite dos tempos. É a descoberta de Artes e Ofícios com novos materiais, novas técnicas, outros design, que irão conquistar o seu espaço nos tempos futuros.
O artesanato não é um entretenimento. É o sábio aproveitamento dos recursos naturais utilizando matérias-primas que, às vezes, acompanhamos desde a sua sementeira. É uma paixão, uma filosofia de vida, é a feitura de peças de arte com as nossas mãos, com métodos amigos do ambiente.
O artesanato não é um entretenimento. É uma actividade económica realizada por nano e micro empresas, principais catalisadoras da economia Portuguesa e mesmo Europeia.
António Adauta

BICESSE TILES
Os quadros do António Adauta são o expoente máximo no que toca ao ponto de Arraiolos. A arte e a técnica aplicada na sua concepção, são do mais fino e sensível que podemos encontrar no nosso artesanato Português. O conceito das geometrias aplicadas “Mosaicos de Conímbriga” é em grande parte a alavanca para os padrões tradicionais portugueses usados na nossa azulejaria. Posso afirmar como interessado em matérias da nossa azulejaria, que a complementaridade artística e a utilização dos dois meios é soberba. Os Quadros a ponto de Arraiolos do António são de um trabalho inimaginável, só possível serem executados por um grande artista. Obrigado António, por enriquecer a nossa tradição e por nos presentear com tão nobre e bela arte.
Luís Simão Leal

Archaeologist
Having seen and photographed these mosaics at close quarters, I think Sr. Adauta's work is a phenomenal fete and very beautiful.
Janne Hill

Director do Museu Monográfico de Conímbriga
Pelas mãos de António Adauta reúnem-se dois mundos diferentes, que antes estavam separados: o mundo romano, manifestado nessa obra intemporal que é o mosaico romano, fruto do labor de oficinas que são para nós hoje desconhecidas senão pelas suas realizações, e o mundo mais moderno do ponto de Arraiolos, fruto de um labor também ele paciente, que conhecemos mais sensitivamente do que através da análise artística.
Mas estes mundos estão, para muitos – e correctamente – associados mentalmente, como manifestações privilegiadas da sensibilidade artística dos habitantes do nosso território ao longo dos tempos (e como elas talvez só também os azulejos).
As mãos de António Adauta reúnem assim dois mundos que, ainda que diferentes, são para nós um só: por isso as suas obras nos surpreendem pela sua naturalidade, por serem quase que esperadas, ainda que nos surpreendam por inéditas.
Virgílio Hipólito Correia

Director do CEARTE ( Centro de Formação Profissional de Artesanato )
O trabalho do António Adauta, de execução de Quadros a ponto de Arraiolos, baseados numa interpretação dos mosaicos de Conímbriga merece registo, não só pela qualidade mas também por ter a particularidade de se tratar de uma intervenção sobre o legado de gerações, de dois dos mais relevantes símbolos das artes e ofícios portugueses (o ponto de Arraiolos e os mosaicos de Conímbriga) o que exige uma simbiose entre modernidade e tradição, criatividade e identidade.
A necessidade de divulgar bem este produto é um imperativo para produções cujo valor e mais-valia de mercado está potenciado pela história que contam, pela identidade que representam.
António Adauta é um autodidacta com experiência, curriculum e sobretudo persistência.
Luís Rocha
grelha